Classe artística comemora a posse de Sérgio Mamberti na Funarte

O ator, diretor, produtor e artista plástico Sérgio Mamberti foi empossado presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, em cerimônia realizada, nesta segunda-feira, 17 de novembro de 2008, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Bastante emocionado, Mamberti apresentou, em seu discurso, as diretrizes que irão orientar as políticas públicas da Fundação pelos próximos dois anos e foi, inúmeras vezes, aplaudido de pé pela platéia. “É com sincera modéstia que aceito esta incumbência e ofereço como contribuição a experiência que acumulei ao longo de 50 anos de militância por um projeto democrático de cultura para nosso país”, disse o novo presidente.

Mamberti ressaltou a importância de implementar mudanças para reestruturar a instituição, reafirmar sua relevância no cenário artístico e valorizar servidores e corpo gestor. “Será necessário estabelecer prioridades e contar com a colaboração do ministro Juca Ferreira, do sistema MinC, dos servidores, dos poderes executivo e legislativo, da sociedade civil e da iniciativa privada para garantir os resultados esperados”.
O ator afirmou ainda que pretende levar para Brasília a sede administrativa da Fundação, de modo a deixá-la mais próxima do centro de decisões do país. “Mas a Funarte continuará com forte presença no Rio, pois a cidade dividirá o expediente administrativo com Brasília”, diz Mamberti, que deseja ainda criar representações da Funarte em outros estados, de forma a garantir maior acesso da população a programas e ações. Atualmente, a Fundação tem sedes no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e Brasília. Por fim, o novo presidente estabeleceu como metas fortalecer o colegiado formado pelos diretores das áreas de Artes Visuais, Artes Cênicas e Música, e agilizar a tramitação dos projetos inscritos na Lei Rouanet.
Na cerimônia, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, explicou os motivos que o levaram a escolher Mamberti para o cargo. O novo presidente precisaria ser democrático, ter profunda compreensão da necessidade de se alargar o conceito de cultura e estar aberto ao diálogo com funcionários. “Eis que a imagem grandiosa de Mamberti me vem à cabeça”, disse. “É uma emoção imensa ver o novo presidente ser recebido de maneira tão carinhosa por todos os setores que dependem da ação do ministério e da Funarte para desenvolver seu trabalho. Eu só entendo gestão pública assim: quando há intercâmbio não só de projetos, programas, recursos, bens e serviços, mas também de afetos”.
O desejo de todos os servidores em colaborar para a reestruturação da Funarte foi lembrado no discurso da presidente da Associação dos Servidores da Funarte (Asserte), Paula Nogueira. Ela destacou o papel da instituição como formuladora e executora das políticas públicas de cultura nas suas áreas de atuação e chamou a atenção para a importância do servidor. “Não existe política pública sem servidor público e a melhoria dos serviços prestados à coletividade passa, necessariamente, pela valorização dos agentes que prestam estes serviços”, afirmou.
Artistas elogiam escolha de Mamberti para a Funarte

Estiveram presente na solenidade autoridades e representantes da classe artística brasileira, como Myriam Lewin, que assumirá o cargo de diretora executiva da Funarte; o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré; a presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Carla Camurati; a atriz Fernanda Montenegro; a bailarina e coreógrafa Deborah Colker; a gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Costa; entre outros.
O arquiteto e designer gráfico Ricardo Ohtake elogiou a escolha de Sérgio Mamberti para o cargo. “Quem foi um excelente secretário da Identidade e da Diversidade Cultural vai saber ter um diálogo extremamente aberto na Funarte. Essa grande abertura vai permitir que o debate seja amplo e irrestrito. O Serginho já demonstrou ter abertura excepcional para entender tudo o que acontece pelo Brasil”, ressaltou.
A atriz, produtora, roteirista e diretora de cinema Carla Camurati, presidente da Fundação Theatro Municipal, acredita que Mamberti será capaz de equilibrar a instituição. “Ele conhece muito bem teatro, está há bastante tempo no Minc, tem conhecimento do trabalho e é querido pela classe. Vai conseguir manter equilibrada essa relação com o Ministério da Cultura”, disse.
Na opinião do escritor, pesquisador e doutor em Comunicação Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Mamberti “vai conseguir levantar a Funarte”. “Ele é um articulador, conhece bem a classe teatral e revelou-se um excelente secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, afinado com o Sistema Minc”, afirmou.

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