Tralha de pesca é apreendida em Japurá


Apesar da pesca ser uma das atividades mais antigas desenvolvidas pelo homem, parece que o tempo de prática ainda não foi suficiente para evitar que ela seja realizada de forma predatória. Levantamentos recentes indicam que hoje a captura indiscriminada mata e desperdiça entre 18 e 40 milhões de toneladas de peixes e mamíferos marinhos todos os anos, o que representa nada mais nada menos do que cerca de um terço de toda a pesca mundial. É um crime contra a natureza.
Infelizmente no Brasil os números também não são animadores e o Ibama, órgão responsável pela fiscalização e controle das atividades pesqueiras, prevê que ainda existe uma quantidade considerável de pescadores trabalhando de forma incorreta e, conseqüentemente, predatória. Entre os principais instrumentos legais para o controle da pesca no Brasil estão a Lei Federal nº 7.661/88, que ordena o Gerenciamento Costeiro, a Lei Federal nº 7.679/88, que dispõe sobre a proibição da pesca de espécies em períodos de reprodução, e o Decreto-Lei nº 221/67, que estabelece o Código de Pesca.
Para que a pesca predatória seja contida, todos os órgãos de preservação devem colaborar com a fiscalização, razão pela qual, no final do mês de novembro, a APAJU – Associação de Pescadores Amadores de Japurá, juntamente com equipe da Polícia Militar apreenderam tralhas de pesca em vários pontos às margens do rio Ivaí.
De acordo com o Prefeito Clovis Peres, tal ato contribui muito para a preservação de nossos rios, despertando na sociedade a consciência sobre a importância de respeitar esse período de reprodução dos peixes.
Segundo o presidente da APAJU, Sr. Dirceu Aparecido Vagetti, nesse período a pesca é ilegal, pois é nesta época que os cardumes sobem até as cabeceiras dos rios para realizar a desova e a reprodução. Esse fenômeno é essencial para a preservação dos peixes e a Associação tem procurado colaborar com a preservação, monitorando o Rio Ivaí.
O objetivo da fiscalização é coibir a pesca predatória e o uso de materiais que são proibidos. Dessa forma, durante o monitoramento foram apreendidos vários materiais tais como redes de arrastos, fisgas e outros.
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